Carta de Autocompaixão
Toda a gente tem um aspecto de si próprio de que não gosta; algo que faz com que sinta vergonha, insegurança, ou não sou "suficientemente bom" (por exemplo um hábito que não é saudável, um atributo físico, ou uma forma de se relacionar com os outros). Quando notar que está a ser crítico, de forma desnecessária, para consigo próprio, este exercício pode ajudá-lo a cultivar uma voz mais compassiva e encorajadora.
De um amigo para si
. Pense num amigo imaginário que é incondicionalmente sábio, amoroso e compassivo. Imagine que este amigo pode ver todos os seus pontos fortes e fracos, incluindo aquilo em si próprio de que não gosta. Este amigo reconhece os limites da natureza humana e é bondoso, compreensivo e indulgente.
. Escreva uma carta para si próprio do ponto de vista dessa pessoa imaginária, focando-se nos aspectos que sente como inadequados e pelos quais tende a criticar-se. O que é que essa pessoa amiga lhe diria na perspectiva de compaixão infinita? E se acha que esse amigo lhe poderia sugerir mudanças que deveria fazer, como é que essas sugestões podiam integrar sentimentos de carinho, incentivo e apoio?
. Após escrever a carta, ponha-a de lado por um momento. Depois volte a lê-la, deixando as palavras entranharem-se. Sinta a compaixão a deslizar para si, trazendo calma e conforto. Amor, conexão e aceitação são direitos de nascença. Para os reclamar só tem de olhar para dentro de si.
De si para um amigo
. Escreva uma carta como se estivesse a falar com um amigo querido que está a debater-se com as mesmas questões. Que palavras de compaixão e apoio lhe ofereceria? Depois, volte a ler a carta, aplicando as palavras a si próprio.
Do seu ser compassivo para si próprio
. Escreva uma carta na perspectiva do seu próprio ser compassivo. Esta parte de si gostaria de o ajudar porque se importa verdadeiramente consigo. A intenção por trás do seu lado compassivo é "Eu amo-te e não quero que sofras". Deixe a carta de lado e volte a lê-la para si próprio mais tarde.